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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Assim eu me defino.

"Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico..."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A efemeridade do amor.

- A gente tem uma identificação incrível!
- Concordo plenamente.

(...)

- Eu gosto do verão.
- Ah, eu adoro o inverno!

- Ih, então, vamos terminar?
- Acho melhor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aeroportos


Eu sempre gostei MUITO do ‘clima’ de salões de embarque e saguões de aeroportos. Pessoas vivenciando a expectativa de partir ou chegar, reencontrar-se ou despedir-se,  ‘deixar pra trás’ ou ‘ir buscar’, explorar novos horizontes ou voltar para lugares que são velhos conhecidos, cada qual com seu propósito de viagem.

Pode parecer estranho, mas eu ADORO escalas, principalmente quando estou sozinha! Fazer uma pausa no meio do trajeto faz mais gostosa a sensação de ‘chegar lá’, para aonde estou indo, e me dá a chance de vivenciar algumas situações que não vivenciaria se estivesse acompanhada.

Um dos motivos de eu gostar tanto desse ambiente de aeroporto é poder observar o comportamento de pessoas tão diversas, falando idiomas distintos, escancarando suas diferenças culturais, sem a menor preocupação, cada uma à sua maneira.

Mas a melhor parte é poder confundir-me no meio dessas mesmas pessoas, ser apenas mais uma no contexto dinâmico desse vai-e-vem de aeroporto. Passar algumas horas sem que ninguém ao meu redor tenha a menor idéia de quem eu sou é uma experiência revigorante!

Poder caminhar, esticar as pernas, ler, tomar um café, fazer palavras cruzadas, sem me preocupar se alguém está me observando, enquanto sou apenas eu mesma - o que pode parecer nada de especial para os outros, mas que é extremamente enriquecedor para mim. Até ser distraída do que estou fazendo pelas frequentes chamadas de chegadas e partidas parece ter um saborzinho especial.

Mas é, certamente, uma experiência pela qual tenho que passar sozinha para aproveitá-la na plenitude; apenas estando lá, desfrutando da minha agradável companhia.

...

E, como não poderia deixar de ser, também ADORO as cafeterias e livrarias de aeroporto (quem me conhece sabe!)! E, ah, os restaurantes, claro!, onde, aliás, hoje, vou ter a oportunidade de pedir: “Table for one, please!”, sem o menor ressentimento de estar almoçando sozinha. :)


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".

[Pra você, que foi uma doce epifania na minha vida.]


Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. (...) Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão (...). 

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

(...) A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. (...)

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

Texto de Caio Fernando Abreu (Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)

Feel free to hate me!


Eu faço 32 anos mês que vem e tenho que encarar a triste realidade de que tudo aquilo que eu queria ‘ser quando crescer’ não se concretizou – e está longe de se concretizar. Mea culpa, mea maxima culpa, eu sei. Mas tem sido difícil aceitar que não estou vivendo nada daquilo que gostaria de estar depois dos trinta. Tenho a sensação de que todos os meus amigos estão se encontrando ou já se encontraram; e que a minha vez nunca chega. Isso cansa, chateia, desanima!

Não posso mais fazer besteiras achando que ainda tenho todo o tempo do mundo para me encontrar, porque isso simplesmente não é mais verdade. Tampouco posso ser moderada e comedida, porque cada oportunidade que se apresenta vem com um rótulo de ‘possível última chance’.

Fazer planos, quem me conhece sabe, é quase uma piada na minha vida; eles nunca se concretizam. Parece que tudo que fui até hoje, fui pela metade: meio filha, meio mãe, meio amiga, meio namorada, meio amante, meio mulher, meio estudante, meio profissional.

Muita gente diz que me acha interessante, que reconhece meus atributos. Contudo, tem sempre um ‘mas’ que me faz inadequada para tudo: para aquela vaga de emprego, para aquela relação amorosa, para aquela amizade verdadeira, e por aí vai.

Se eu não posso mais ser irresponsável, mas as responsabilidades que me são possíveis assumir não me realizam, o que me resta, então? Se eu amo incondicionalmente, mas ninguém é capaz de me amar assim, qual o propósito?

Sabe? Cansei... feel free to hate me from now on! And maybe I'll hate you too!

Brincadeira divertida essa!

Aquilo que eu costumo apelidar de ‘minha’ vida decidiu divertir-se às custas da frágil estabilidade emocional que tento manter e transformou-se em um divertidíssimo jogo de TETRIS!
 
Peças estranhas despencam pesadamente sobre a minha cabeça, vindas não sei de onde, a uma velocidade cada vez maior, deixando lacunas impossíveis de serem preenchidas nas linhas da minha existência.
 
Me empenho quase que obstinadamente na tentativa de eliminá-las, mas cada aparente ‘acerto’ leva a um ritmo ainda mais acelerado de queda, o que acaba por deixar tudo fora de controle e cada vez mais lacunas com as quais tenho que conviver. A brincadeira fica insustentável e eu sei, antecipadamente, que o caos é meramente uma questão de tempo.  Qual a graça dessa brincadeira?
 
O game over é inevitável. Não fui eu que fiz as regras.  E eu sequer queria jogar.


domingo, 4 de julho de 2010

Amor incondicional.

“Amar não é aceitar tudo. Onde tudo é aceito, presumo que há falta de amor.” 
(Vladimir Maiakovski)


Já questionei muito a existência do amor incondicional. Duvidava dela com todas as minhas forças interiores. Até que, há poucas semanas, foi-me emprestada uma definição tão simples e tão apropriada para esse sentimento, que descobri que eu mesma sou, sim, capaz de amar incondicionalmente. E que até já amei; só não tinha me dado conta.

Amei incondicionalmente meu pai; amo incondicionalmente meu filho e alguns poucos amigos. Já amei incondicionalmente duas pessoas com quem vivenciei uma relação homem-mulher. E amei, mais incondicionalmente ainda, as efêmeras possibilidades de amor que nunca se concretizaram.

A definição que eu gosto, e que me esclareceu muita coisa acerca desse sentimento, é do físico e psicólogo Peter Russell, em Acordando em Tempo, onde o autor trata, com peculiar sensibilidade e simplicidade, das inquietações mais comuns da humanidade, por meio de uma visão que integra a natureza evolutiva da civilização à busca incessante pela harmonia e pela paz interior.

“Amor incondicional não é a aprovação incondicional das ações de alguém, sem considerar seus efeitos sobre os outros. É amor incondicional ao ser que está por trás das ações. (O amor incondicional) não depende do modo que uma pessoa pensa, sente ou se comporta. Não faz uma pausa para avaliar se o outro é ou não digno de afeição”. (Russell, 2006).

Definição tão simples e tão verdadeira! Porque amar incondicionalmente é isso: é não ficar aprisionado em palavras, gestos ou eventos conjunturais; é amar com desinteresse, compaixão, inclusão, perdão, tolerância, compreensão e desapego; é amar sem posse; é perdoar com sabedoria, justiça – e até gratidão – as dores causadas pelas desilusões habitadas no cotidiano; é compreender que tudo isso é diminuto quando comparado à grandeza da alma de quem se ama.

É por isso que, muitas vezes, temos que deixar partirem aqueles que amamos incondicionalmente. Porque “o verdadeiro amor liberta, deixa ir e continua a querer bem”.

Aliás – perdoe-me, Russell –, mas a melhor definição de amor incondicional de que eu já tomei conhecimento, veio de uma criança de 3 anos, quando, tão inteligentemente, esclareceu à mãe: “I love you, but I don’t like you ALL the time”. E a mãe, mais inteligentemente ainda, agradeceu esse amor.

Pare para pensar quanta verdade existe nessas declarações. Amar incondicionalmente, para mim, é isso. É amar além; é amar apesar de. Sem necessariamente aprovar ou ser correspondido.

sábado, 3 de julho de 2010

Futebol para mulheres.















Eu, que não sou frequentadora lá muito assídua de salões de beleza – minhas unhas das mãos quase sempre ‘por fazer’ facilmente me denunciam –, passei a manhã inteira deste sábado vivenciando as ‘mulherices’ típicas de um salão de cabeleireiro, justamente durante o jogo Alemanha x Argentina. Foi uma experiência única na minha vida!
 
É curioso observar como, em época de Copa do Mundo, o universo feminino insere-se no contexto futebolístico com a maior naturalidade. Mesma naturalidade, aliás, com que o abandona ao final do campeonato.
 
Por mais que a presença de mulheres nas arquibancadas, nos campos, nas coberturas esportivas e na arbitragem seja mais comum hoje do que há poucos anos, o futebol ainda é um espaço fundamentalmente masculino.    
 
Eu, para quem não sabe, sou ‘ex’ de preparador físico, e, portanto, vivi imersa no mundo da bola, vivenciando o esporte no dia a dia, dos bastidores aos gramados. Aprecio o futebol, sem ‘muito orgulho’ nem ‘muito amor’ por algum time em especial (‘código de família’ ou ‘piada interna’: nós torcíamos para quem pagava o salário). Não tenho um time do coração, mas me interesso muito pelo assunto.
 
Na faculdade, escolhi o futebol como tema para um trabalho de Sociologia; na gaveta, guardo uma coleção de artigos sobre o assunto; na estante, tenho um livro ou outro relacionado ao mais brasileiro dos esportes; no computador, muitos PDFs, documentários e alguns curtas-metragens.
 
Além disso, sem titubear, troco o cinema de domingo à tarde por um ingresso de arquibancada.
 
O que presenciei hoje, durante a partida que mandou o Pibe de volta para casa, era a deixa que eu precisava para falar sobre o assunto.
 
O cenário era bastante peculiar: aquela mulherada, de toda idade, super à vontade, descalça, com alumínios nos cabelos, assoprando as unhas recém-pintadas ou levando violentas escovadas na cabeça ao som de secadores quase tão barulhentos quanto as insuportáveis vuvuzelas.
 
Todas, com olhos atentos voltados para a televisão, torciam entusiasticamente – contra a Argentina, claro! –, interpretavam os lances da partida – sem medo de falar bobagem (e como falavam!) –, contestavam a arbitragem, vibravam com as enfiadas de bola na área argentina, lamentavam as chances de gol desperdiçadas pela seleção alemã e gritavam comentários hilários quando o ataque sul-americano chegava com perigo.
 
Elas não sabiam quem era Messi, Romero, Higuaín, Otamendi (pelo menos, até o lateral levar cartão amarelo) ou Di Maria – algumas se lembravam de Carlitos Tevez - ; mas sabiam, muito bem, que queriam Maradona fora da Copa. De quatro, melhor ainda! Cada gol sofrido pela seleção argentina era comemorado como se triunfo brasileiro fosse.
 
Foram algumas horas de bastante diversão! Para elas, que se regozijaram com a humilhante derrota por 4 a 0 da seleção de nuestros hermanos; e para mim, que as observava vibrarem sem nenhum compromisso com coerência futebolística.
 
Hoje, é verdade, dedico muito menos do meu tempo acompanhando campeonatos de futebol, por aqui e pelo mundo afora, e tenho muito menos arcabouço pra discutir o assunto com os torcedores fanáticos.
 
Mas ainda gosto do imprevisível e dramático espetáculo que se desenvolve durante uma partida. Adoro sentir a arquibancada tremer sob meus pés, durante o entusiasmo coletivo e coreográfico da torcida! E nunca vou me esquecer da sensação de olhar o Maracanã pela primeira vez – foi mais ou menos como ver o Big Ben. :)
 
Por isso, mulheres, amantes ou não amantes da bola, com o Brasil desclassificado e a Copa chegando ao fim, lembrem-se: o futebol não precisa ser um inimigo da relação com seus namorados/noivos/maridos. 

Se não estiverem dispostas, como eu estive, a acompanhar Brasileirão (não pense que é só Série A, não), Paulista, Copa do Brasil, Sul-americana, Libertadores, Champions League, Campeonato Espanhol, Italiano, Inglês, Copa Africana de Nações e até Paulista Sub-15 e Sub-17, saibam que, até 2014, há tempo de sobra para se aprender um pouco mais sobre o esporte bretão.
 
Futebol é pra todo mundo. A FIFA tem mais integrantes do que a ONU.


...


























E um simples toque de mãos fez demonstrar que tudo – ou quase tudo – estava em ordem novamente, como eles pretendiam. A diplomacia deu lugar à intimidade. Não à velha e confortável intimidade com a qual estavam acostumados a lidar, mas a uma nova, com a qual terão de aprender a conviver. Só os olhos já não bastam mais para dizer verdades. Hoje são necessárias palavras. Nem tudo é mais como era.

E foi assim que, com uma boa dose de civilidade, do pequeno caos fez-se a calmaria.

E ela viaja em paz.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Aceitas um desafio?

Tenho meus atrativos, é verdade. Mas não sou nada fácil. Pergunta àqueles que me deixaram de amar. São os que melhor me conhecem.

Levo o desassossego dentro do peito, a ansiedade no âmago, a indecisão estampada na testa e a insegurança na essência. Meu exterior pode parecer sereno, mas meu interior é um tsunami. Minhas atitudes confiantes nem sempre demonstram o tanto de dúvida que vai dentro de mim.

Minha alma é livre; não se deixa aprisionar. Quanto mais lhe exigem, menos se sente disposta a doar. É generosa, mas não suporta cobranças e quase nunca está disponível para o ciúme.

Meu coração é instável; desinteressa-se à toa. Hoje, quer desesperadamente; amanhã, não pode nem ouvir falar. Muda conforme a lua. Mas, quando ama, ama incondicionalmente – o que, fique claro, nada tem a ver com aprovar incondicionalmente. Não se contenta com pouco; necessita daquilo que lhe rouba algumas batidas.

Meu ritmo mental é alucinante e minha sede de conhecimento, poucos acompanham. Sou uma palavra que não cala, uma alma que nunca se sacia. Sou tão profunda, que muitos se afogam em mim.

Interesso-me por tantas coisas, que fica difícil manter um foco e me dedicar a elas o suficiente para que eu me sinta plenamente realizada. E a cada ciclo, acrescento novas coisas à lista de paixões, interesses, hobbies e projetos inacabados. E enquanto o universo de possibilidades se amplia, eu sigo sem dar conta de tudo.

Chego a ser pesada!  Estou sempre buscando respostas e entendimentos. Às vezes, gostaria de não ser tão complexa. Invejo a simplicidade; ela permite desfrutar melhor do trivial.

Cultivo o vício quase insano de ler e a necessidade basal de escrever – me ajuda a organizar os pensamentos. Por isso, venero o silêncio e a solidão. Às vezes, afasto de mim quem tenta se aproximar.

Adoro sorrir! Mas, de tempos em tempos, preciso muito chorar. Perco o sono ao menor sinal de angústia e enfrento a insônia como uma criança com medo do “bicho papão” embaixo da cama. Quem me entende desse jeito?

Queres saber? Proponho-te um desafio: Tentes gostar de mim, assim, do jeito que eu sou.

Já adianto: muitos falharam.