quinta-feira, 8 de julho de 2010
Assim eu me defino.
Postado por Letticia Caruso às 15:46 0 comentários
Marcadores: repassando
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A efemeridade do amor.
- Concordo plenamente.
(...)
- Eu gosto do verão.
- Ah, eu adoro o inverno!
- Ih, então, vamos terminar?
- Acho melhor.
Postado por Letticia Caruso às 06:49 0 comentários
Marcadores: comportamento, relacionamento
terça-feira, 6 de julho de 2010
Aeroportos
Eu sempre gostei MUITO do ‘clima’ de salões de embarque e saguões de aeroportos. Pessoas vivenciando a expectativa de partir ou chegar, reencontrar-se ou despedir-se, ‘deixar pra trás’ ou ‘ir buscar’, explorar novos horizontes ou voltar para lugares que são velhos conhecidos, cada qual com seu propósito de viagem.
Pode parecer estranho, mas eu ADORO escalas, principalmente quando estou sozinha! Fazer uma pausa no meio do trajeto faz mais gostosa a sensação de ‘chegar lá’, para aonde estou indo, e me dá a chance de vivenciar algumas situações que não vivenciaria se estivesse acompanhada.
Um dos motivos de eu gostar tanto desse ambiente de aeroporto é poder observar o comportamento de pessoas tão diversas, falando idiomas distintos, escancarando suas diferenças culturais, sem a menor preocupação, cada uma à sua maneira.
Mas a melhor parte é poder confundir-me no meio dessas mesmas pessoas, ser apenas mais uma no contexto dinâmico desse vai-e-vem de aeroporto. Passar algumas horas sem que ninguém ao meu redor tenha a menor idéia de quem eu sou é uma experiência revigorante!
Poder caminhar, esticar as pernas, ler, tomar um café, fazer palavras cruzadas, sem me preocupar se alguém está me observando, enquanto sou apenas eu mesma - o que pode parecer nada de especial para os outros, mas que é extremamente enriquecedor para mim. Até ser distraída do que estou fazendo pelas frequentes chamadas de chegadas e partidas parece ter um saborzinho especial.
Mas é, certamente, uma experiência pela qual tenho que passar sozinha para aproveitá-la na plenitude; apenas estando lá, desfrutando da minha agradável companhia.
...
E, como não poderia deixar de ser, também ADORO as cafeterias e livrarias de aeroporto (quem me conhece sabe!)! E, ah, os restaurantes, claro!, onde, aliás, hoje, vou ter a oportunidade de pedir: “Table for one, please!”, sem o menor ressentimento de estar almoçando sozinha. :)
Postado por Letticia Caruso às 11:17 0 comentários
Marcadores: comportamento, viagem
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. (...) Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão (...).
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.
(...) A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. (...)
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.
Postado por Letticia Caruso às 17:19 0 comentários
Marcadores: relacionamento, repassando
Feel free to hate me!
Postado por Letticia Caruso às 13:22 1 comentários
Brincadeira divertida essa!
Postado por Letticia Caruso às 00:31 0 comentários
Marcadores: just freaking out
domingo, 4 de julho de 2010
Amor incondicional.
A definição que eu gosto, e que me esclareceu muita coisa acerca desse sentimento, é do físico e psicólogo Peter Russell, em Acordando em Tempo, onde o autor trata, com peculiar sensibilidade e simplicidade, das inquietações mais comuns da humanidade, por meio de uma visão que integra a natureza evolutiva da civilização à busca incessante pela harmonia e pela paz interior.
“Amor incondicional não é a aprovação incondicional das ações de alguém, sem considerar seus efeitos sobre os outros. É amor incondicional ao ser que está por trás das ações. (O amor incondicional) não depende do modo que uma pessoa pensa, sente ou se comporta. Não faz uma pausa para avaliar se o outro é ou não digno de afeição”. (Russell, 2006).
Definição tão simples e tão verdadeira! Porque amar incondicionalmente é isso: é não ficar aprisionado em palavras, gestos ou eventos conjunturais; é amar com desinteresse, compaixão, inclusão, perdão, tolerância, compreensão e desapego; é amar sem posse; é perdoar com sabedoria, justiça – e até gratidão – as dores causadas pelas desilusões habitadas no cotidiano; é compreender que tudo isso é diminuto quando comparado à grandeza da alma de quem se ama.
É por isso que, muitas vezes, temos que deixar partirem aqueles que amamos incondicionalmente. Porque “o verdadeiro amor liberta, deixa ir e continua a querer bem”.
Aliás – perdoe-me, Russell –, mas a melhor definição de amor incondicional de que eu já tomei conhecimento, veio de uma criança de 3 anos, quando, tão inteligentemente, esclareceu à mãe: “I love you, but I don’t like you ALL the time”. E a mãe, mais inteligentemente ainda, agradeceu esse amor.
Pare para pensar quanta verdade existe nessas declarações. Amar incondicionalmente, para mim, é isso. É amar além; é amar apesar de. Sem necessariamente aprovar ou ser correspondido.
Postado por Letticia Caruso às 06:58 0 comentários
Marcadores: relacionamento
sábado, 3 de julho de 2010
Futebol para mulheres.
Postado por Letticia Caruso às 21:58 1 comentários
Marcadores: comportamento, fatos cotidianos, futebol
...
E um simples toque de mãos fez demonstrar que tudo – ou quase tudo – estava em ordem novamente, como eles pretendiam. A diplomacia deu lugar à intimidade. Não à velha e confortável intimidade com a qual estavam acostumados a lidar, mas a uma nova, com a qual terão de aprender a conviver. Só os olhos já não bastam mais para dizer verdades. Hoje são necessárias palavras. Nem tudo é mais como era.
E foi assim que, com uma boa dose de civilidade, do pequeno caos fez-se a calmaria.
E ela viaja em paz.
Postado por Letticia Caruso às 16:55 0 comentários
Marcadores: comportamento, fatos cotidianos, relacionamento
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Aceitas um desafio?
Levo o desassossego dentro do peito, a ansiedade no âmago, a indecisão estampada na testa e a insegurança na essência. Meu exterior pode parecer sereno, mas meu interior é um tsunami. Minhas atitudes confiantes nem sempre demonstram o tanto de dúvida que vai dentro de mim.
Minha alma é livre; não se deixa aprisionar. Quanto mais lhe exigem, menos se sente disposta a doar. É generosa, mas não suporta cobranças e quase nunca está disponível para o ciúme.
Meu coração é instável; desinteressa-se à toa. Hoje, quer desesperadamente; amanhã, não pode nem ouvir falar. Muda conforme a lua. Mas, quando ama, ama incondicionalmente – o que, fique claro, nada tem a ver com aprovar incondicionalmente. Não se contenta com pouco; necessita daquilo que lhe rouba algumas batidas.
Meu ritmo mental é alucinante e minha sede de conhecimento, poucos acompanham. Sou uma palavra que não cala, uma alma que nunca se sacia. Sou tão profunda, que muitos se afogam em mim.
Interesso-me por tantas coisas, que fica difícil manter um foco e me dedicar a elas o suficiente para que eu me sinta plenamente realizada. E a cada ciclo, acrescento novas coisas à lista de paixões, interesses, hobbies e projetos inacabados. E enquanto o universo de possibilidades se amplia, eu sigo sem dar conta de tudo.
Chego a ser pesada! Estou sempre buscando respostas e entendimentos. Às vezes, gostaria de não ser tão complexa. Invejo a simplicidade; ela permite desfrutar melhor do trivial.
Cultivo o vício quase insano de ler e a necessidade basal de escrever – me ajuda a organizar os pensamentos. Por isso, venero o silêncio e a solidão. Às vezes, afasto de mim quem tenta se aproximar.
Adoro sorrir! Mas, de tempos em tempos, preciso muito chorar. Perco o sono ao menor sinal de angústia e enfrento a insônia como uma criança com medo do “bicho papão” embaixo da cama. Quem me entende desse jeito?
Queres saber? Proponho-te um desafio: Tentes gostar de mim, assim, do jeito que eu sou.
Já adianto: muitos falharam.
Postado por Letticia Caruso às 07:45 5 comentários
Marcadores: comportamento, relacionamento






