sexta-feira, 24 de setembro de 2010
por Eugenio Mussak
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Titi
Hoje, reli uma carta de aniversário, encontrada no meio dessas coisas, que me foi escrita quando completei 3 anos. Segue um pedacinho:
São Paulo, 13 de agosto de 1981.
Papai.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
on Hidden Ability
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sábado, 28 de agosto de 2010
Não seria perfeito?
Postado por Letticia Caruso às 00:59 0 comentários
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Letras da vida
Postado por Letticia Caruso às 01:31 0 comentários
Marcadores: comportamento, repassando
sábado, 14 de agosto de 2010
on Being Happy
Lucy : - Look at that crazy dog...
Charlie Brown : - I sure wish I could be that happy all the time.
Lucy : - Not me... It's hard to feel sorry for yourself when you're happy.
Postado por Letticia Caruso às 01:55 0 comentários
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Epifania.
George, personagem do filme “A Single Man” (2009).
Postado por Letticia Caruso às 18:34 0 comentários
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Liberdade.
Postado por Letticia Caruso às 17:23 2 comentários
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
You'll Be In My Heart
Postado por Letticia Caruso às 22:38 1 comentários
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domingo, 11 de julho de 2010
Eu escrevo para ser feliz.
(...) (Escrever) é cura, não doença. Escrevo para ser feliz, para me libertar do sofrimento, não para sofrer. É a alquimia da dor em alegria estética. Mesmo quando a coisa é doída, amarga, naquele momento a transformo no ouro (que é a escrita) (...). Discordo quando dizem que a arte revela a realidade. Na verdade, a arte inventa a realidade. Afirmam que Shakespeare revelou a complexidade da alma humana; não, ele inventou a complexidade da alma humana. Nós vivemos no mundo da cultura. (...) (Escrever) é uma dessas criações, no terreno da fantasia, que existe porque a vida não basta. Eu escrevo para ser feliz, escrevo porque estou me inventando, para ser melhor do que sou.
Eu sou incoerente, e a minha obra é incoerente. Não tenho a preocupação da coerência. Se há alguma, está na busca, que muda sempre, porque, enquanto vivo, critico, penso, repenso e invento as coisas que experimentei. Se você quer (escrever) (...), se sente dentro de si essa necessidade, deve se entregar a ela sempre com paixão, pois não se inventa a realidade de graça”.
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte;
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
(Ferreira Gullar)
Postado por Letticia Caruso às 23:11 0 comentários
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sábado, 10 de julho de 2010
Quando me amei de verdade.
Postado por Letticia Caruso às 22:45 2 comentários
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Assim eu me defino.
Postado por Letticia Caruso às 15:46 0 comentários
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. (...) Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão (...).
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.
(...) A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. (...)
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.
Postado por Letticia Caruso às 17:19 0 comentários
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Se puder, sem medo.
Postado por Letticia Caruso às 18:06 0 comentários
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Partida de futebol.
Postado por Letticia Caruso às 23:07 0 comentários
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Léo e Bia
"Como se faz com todo cuidado
A pipa que precisa voar
Cuidar de amor exige mestria
E Léo e Bia souberam amar..."
Postado por Letticia Caruso às 19:44 0 comentários
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