sábado, 31 de julho de 2010
Desnorteio.
Postado por Letticia Caruso às 17:01 0 comentários
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sábado, 24 de julho de 2010
Aprender a voar.
Essa viagem me deu asas. E eu estou aprendendo a voar.
Postado por Letticia Caruso às 06:54 0 comentários
Marcadores: filosofando
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Partnership for Peace.
"De onde se planta a paz, da paz quero a raiz".
Postado por Letticia Caruso às 23:23 0 comentários
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Epifania.
George, personagem do filme “A Single Man” (2009).
Postado por Letticia Caruso às 18:34 0 comentários
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Voa, coração!
Assim, liberdade e leveza dão espaço à expressão verdadeira da minha essência, que, então, abre-se a possibilidades reais de transformação e crescimento interior.
Esses têm sido os meus dias por aqui, em férias desse dramático mundo hiperbólico de anseios e preocupações que me tragavam para a escuridão.
Como eu disse, são somente férias. É provável que, estando de volta, eu me depare com o caos mal resolvido que deixei para trás quando, entre soluços e lágrimas, vim brincar de ser independente. No entanto, isso já não me preocupa muito. Porque a situação pode ser a mesma, mas eu, definitivamente, não sou.
Só falta, agora, me livrar deste gostinho amargo - resquício de palavras e gestos nada doces que eu manifestei - que não quer me abandonar.
"Voa, coração, que a minha força te conduz; que o sol de um novo amor, em breve, vai brilhar. Vara a escuridão, vai onde a noite esconde a luz; clareia seu caminho e acende seu olhar. Vai onde a aurora mora e acorda um lindo dia. Colhe a mais bela flor, que alguém já viu nascer. E não se esqueça de trazer força e magia, o sonho, a fantasia e a alegria de viver."
Postado por Letticia Caruso às 13:45 2 comentários
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Liberdade.
Postado por Letticia Caruso às 17:23 2 comentários
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
You'll Be In My Heart
Postado por Letticia Caruso às 22:38 1 comentários
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Diário de viagem.
Neste espaço momentâneo de liberdade, minha natureza questionadora ausentou-se de mim. Noutros tempos, eu mal conseguia entender o que me agarrava tão fortemente a ela; neste instante, observo-a apenas de longe. E, assim, desvendo um pouco mais da minha essência; sobra mais espaço para estar em consonância comigo mesma.
Nesta solidão, que nada tem a ver com ressentimento de estar sozinha, reconheço apenas a minha existência. Não estou para ninguém, só acessível para mim mesma.
Enquanto, em uma cafeteria, tomo um 'Icespresso', sentada à mesa de uma calçada qualquer, escrevo* nisto, que passei a chamar de ‘diário de viagem’. Trata-se de um caderninho que ganhei, antes de partir, de alguém que achou que eu faria bom uso dele.
Porque aqui ninguém se preocupa com o que eu sou ou deixo de ser. Neste lugar desconhecido, sou mais uma no compasso anônimo da solidão urbana. E ela bate tão forte quanto o coração que levo no peito, exultante com a não obrigação de roteiro, horários ou destinos. É a mais fascinante das liberdades: a do deslocamento sem compromisso com nada.
Sinto-me como uma pessoa que há muito não se permitia dançar, mas que, hoje, resolveu, sem medo de ser feliz, arriscar alguns passos de dança, aqui mesmo, nesse país que sequer possui uma dança que o caracterize.
*Esse texto - como muitos dos que tenho postado no blog - foi originalmente escrito à mão, nas páginas de um caderninho que, de fato, me foi dado com esse propósito.
Postado por Letticia Caruso às 23:46 2 comentários
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Niagara Falls.
Postado por Letticia Caruso às 23:49 1 comentários
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domingo, 11 de julho de 2010
Eu escrevo para ser feliz.
(...) (Escrever) é cura, não doença. Escrevo para ser feliz, para me libertar do sofrimento, não para sofrer. É a alquimia da dor em alegria estética. Mesmo quando a coisa é doída, amarga, naquele momento a transformo no ouro (que é a escrita) (...). Discordo quando dizem que a arte revela a realidade. Na verdade, a arte inventa a realidade. Afirmam que Shakespeare revelou a complexidade da alma humana; não, ele inventou a complexidade da alma humana. Nós vivemos no mundo da cultura. (...) (Escrever) é uma dessas criações, no terreno da fantasia, que existe porque a vida não basta. Eu escrevo para ser feliz, escrevo porque estou me inventando, para ser melhor do que sou.
Eu sou incoerente, e a minha obra é incoerente. Não tenho a preocupação da coerência. Se há alguma, está na busca, que muda sempre, porque, enquanto vivo, critico, penso, repenso e invento as coisas que experimentei. Se você quer (escrever) (...), se sente dentro de si essa necessidade, deve se entregar a ela sempre com paixão, pois não se inventa a realidade de graça”.
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte;
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
(Ferreira Gullar)
Postado por Letticia Caruso às 23:11 0 comentários
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